sexta-feira, março 05, 2010

Do Baú...


Conto-vos sinteticamente (não tão sinteticamente assim...) uma pequena história que se passou comigo há cerca de meia dúzia de anos na Ribeira do Porto. Aqui o autor destas linhas locomovidas a cigarro e café, era relações públicas de 3 dos mais mediáticos bares dançantes académicos da Invicta (tom pomposo para denominar 3 tascos grandes, fenómeno de popularidade e alto impacto na camada académica do Porto). 

Numa  noite longa de festa louca, deparo-me com a visita sempre cinzenta de 2 agentes da bófia municipal cá do burgo. Entre os pedidos de licenças, as ironias fartas de ameaças e uma postura rude e arrogante; travou-se um daqueles diálogos de surdos-mudos extremado até ao tutano. Um dos elementos policiais, notoriamente "ganzado" (escrevo agora "alegadamente" para não ter problemas difamatórios, mas a questão não se coloca pois não menciono que os policias se chamavam Júlio e Paulo...); acusou-me de ser arrogante e prepotente (não o que estava ganzado, mas o gordo, sim para aqueles que conhecem a história...o Júlio) e de não respeitar a autoridade musculada (lógica salazarista e pidesca...) de quem não ouve e fala de cartilha viciada.

n.d.a Naturalmente a história acabou em multa punitiva por quem detém um falso poder, e numa troca de olhares glaciares entre as 2 partes envolvidas. Nada de estranho numa Ribeira que decaiu também pela má policia e autoridade ora musculada, ora obediente a servir interesses vários. 

Factual e Real.


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