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terça-feira, fevereiro 10, 2026

"Vem Ai um Bom Presidente"







Crónica de Miguel Esteves Cardoso, publicada no jornal Público em 10 de Fevereiro de 2026.

António José Seguro já começou a influenciar-nos.
Para bem.
Estamos mais sérios.
Se é assim antes de ele ir para Belém, imagine-se quando ele já lá estiver.
E uma ilusão frequente que cada participante julgue que é um dos protagonistas.
Assim foi com Seguro.
Pensamos que fomos nós,
depois de os nossos saltos todos terem falhado,
que decidimos que era altura de aterrar no Seguro.
Mas, se calhar, foi ao contrário:
foi Seguro que esperou por nós.
A maneira como ele avançou não mostra apenas que é uma pessoa paciente.
Mostra que sabe o que está a fazer:
Mostra que é adulto.
Mostra que é eficaz.
Cruzei-me uma vez com António José
Seguro,
num bar do Bairro Alto,
nos anos da sida,
era ele da Juventude Socialista.
Veio ter comigo e ofereceu-me um pacote de preservativos.
Eu, para mal dos meus pecados,
já estava com um grão na asa
e fiz uma piada sobre o sexo seguro.
Ele riu-se diplomaticamente.
Quantas vezes tinha ele ouvido aquela piada sobre o apelido dele,
só naquela noite no Bairro Alto?
Foi esta a primeira coisa que aprendi sobre ele:
é uma pessoa muito bem-educada,
genuinamente bem-educada,
que respeita os outros,
e aceita que somos todos imperfeitos
e que é essa imperfeição que nos une.
Chama-se Seguro:
que grande piada!
Fez a campanha do sexo seguro
e agora vai ser um Presidente seguro
-e daí?
Já pararam de rir?
Já podemos trabalhar?
Seguro dá-nos o desconto.
Nós somos as criancinhas, os agitados, os cabeças-de-vento.
Ele compreende.
Ele espera.
Ele sabe que isto nos passa.
Por outro lado, por ser adulto,
sabe quais são as coisas sérias:
são as coisas que causam sofrimento escusado aos cidadãos,
são as coisas que vale mesmo a pena resolver.
Mas cuidado.
Estas pessoas pacientes e adultas,
bem-humoradas e calmas,
são terríveis quando se zangam
- porque só se zangam com as coisas importantes.
É como se se poupassem para elas.
Nós não tornaremos Seguro mais maluco, ou divertido.
Mas ele tornar-nos-á mais adultos.

sexta-feira, fevereiro 06, 2026

Acerca de tempestades e Politicos "aventuristas"

 



Acerca das políticas de ódio e descriminação vs a realidade do tecido sócio empresarial em Portugal.

Ou como por estas e outras razões, as eleições presidenciais de 8 fevereiro assumem o papel de decidirmos se continuamos ( com todas as imperfeições inerentes) num regime republicano e democrático ou se queremos "aventurismos" rumo ao abismo.

Notícia original via Observador

terça-feira, janeiro 13, 2009

Morte & Vida


O bebé de uma antiga patinadora artística britânica, nasceu ontem, dois dias depois de ela ter sido dada como morta, após uma hemorragia cerebral.No hospital John Radcliffe em Oxford, foi declarada morte cerebral a Jayne Soliman, de 41 anos, no entanto, os médicos conseguiram manter o seu coração a bater o tempo suficiente para Aya Jayne^nascer, através de cesariana.Na última quarta-feira, a antiga campeã britânica estava grávida há apenas 25 semanas quando sentiu fortes dores de cabeça e desmaiou. Foi então levada de helicóptero para o hospital onde foi dada como morta às oito da noite. Os médicos declararam que Jayne faleceu vítima de uma hemorragia cerebral, provocada por um tumor que atingiu um grande vaso sanguíneo.Foram-lhe dadas grandes quantidades de esteróides para ajudar os pulmões do bebé a desenvolverem-se em menos de 48 horas, e Aya acabaria por nascer ontem, com apenas 950 gramas. O pai acompanhou todo o processo“Ser mãe era o verdadeiro desejo de Jayne. Ela teria sido uma excelente mãe. No espaço de 48 horas experimentei a alegria do nascimento da minha filha e aguentei o tormento da perda da minha maravilhosa esposa”, disse o pai de Aya, Mahmoud Soliman, segundo a edição online da BBC.Apesar de este acontecimento ser extremamente raro, Aya não é a primeira bebé que nasce nestas circunstâncias. Em 1999, num hospital em Gijon, no norte de Espanha, nasceu um menino no último dia do ano, depois de a mãe ter sido dada como clinicamente morta desde meados de Novembro.
Cit in Publico

terça-feira, dezembro 16, 2008

NOBEL-GOVERNANTE

O Presidente eleito norte-americano Barack Obama anunciou ontem à noite que escolheu o Prémio Nobel da Física Steven Chu, um defensor das energias renováveis e alternativas, para ocupar o lugar de secretário de Estado da Energia.Steven Chu, 60 anos, filho de imigrantes chineses que frequentou a Universidade de Stanford na Califórnia, foi homenageado com o Nobel da Física em 1997 pelos seus trabalhos sobre os “métodos de arrefecimento e captura de átomos por laser”.É director do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley desde 2004 e especializou-se no estudo das alterações climáticas. O site do laboratório descreve-o como “um defensor de longa data da investigação sobre soluções científicas para as alterações climáticas”.“Nos próximos anos, as escolhas que faremos vão ajudar-nos a determinar que tipo de país e de mundo vamos deixar aos nossos filhos e netos”, declarou Obama, insistindo no facto de que os problemas estão “ligados à nossa dependência do petróleo”.“Para controlar o seu destino, a América deve desenvolver novas fontes de energia e novas maneiras” de consumir essa energia, acrescentou. “Este não é apenas um desafio para o Governo, mas sim um desafio para todos nós”.

domingo, agosto 03, 2008

Luta no Janeiro

Trabalhei lá nas minhas primeiras lides de jornalista aprendiz. Casa com gente boa e excelentes profissionais. No entanto sempre funcionou a lógica do ferrolho ditada por uma direcção sem visão e alguns pseudo-chefes musculados que impunham a lei do silêncio e medo. Vejo com profunda e sentida tristeza os jornalistas do histórico 1º de Janeiro, baterem com o nariz na porta, sem uma palavra, sem uma justificação. A cobardia dos poderes esbarra sempre neste ponto : Lógica cobarde e sem nexo. A todos os colegas em luta pelo seu posto de trabalho um sentido abraço através destas linhas.