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segunda-feira, março 16, 2026

The Man (NOT THE DOG)

 




Ele resiste e insiste.

Com treze anos e sénior respeitável continua a insistir nos limites, entre articulações que dão sinal de ancião e mais necessidade de descanso...ele insiste persiste e avança.

Ajudou me a enfrentar meses de isolamento pandémico e foi parte do meu bálsamo para o positivismo prevalecer.

Não sabe que Trump é um idiota e que o mundo é governando em parte por monstros.

Não parece ligar se estou mais gordo ou mais magro ou se tenho barba de três dias ou impecavelmente feita.

Sei que eu preciso dele e ele de mim.

Não julga nem critica simplesmente Ama e marca presença em pequenas atitudes.

Dá peidos que parecem bombas químicas, mija por vezes onde não deve mas que dizer? Compensa tudo isso sendo uma fonte de Amor puro e que resiste e resiste.

Provavelmente um dia será Beicas o bulldog inglês mais velho do mundo 😀❤️🙏

Original in 👇👇👇

@paulocorreia1974

sábado, março 07, 2026

Longos anos tem 365 dias

 




Olá  Belchior 

Já chegaste ao destino?

Se bem te conheço ainda estás a explorar o caminho deslizando em passos firmes entre a curiosidade sempre ávida e as tuas perguntas pertinentes (Deus deve estar com os nervos em franja).

Imagino te numa planície alentejana no coração do céu azul; azinheiras e oliveiras resplandecentes com  a ribeira do Vascão em tons de  cores límpidas mescladas intercalando com  o sol dourado a sorrir para ti.

Imagino te com o teu bigode farto e fora de moda a enrolar as pontas em sinal de pausa e pensamento profundo.

Imagino te sempre a sorrir com os olhos e a rir com a boca (muitos copos de vinho derramados em muitas conversas nossas  acabaram assim).

Por aqui a vida segue e corre rapidamente mas na languidez da saudade que deixastes no coração de todos nós.

A Sofia procura te todos os dias nas estrelas com o seu telescópio mágico movido a emoção que vem bem de dentro do seu reservatório de alma moral que ajudaste a encher.

A Patricia como sempre é o fiel depositário da balança do equilíbrio que por aqui se preenche.

A Isabel tem galgado caminho com coragem sempre com a imensa saudade intensa de quem te sente mas não te vê.

Eu o Policarpo e a Virginia vamos bem falando muito de ti como se as tua presença fosse (é) constante. 

Os oregãos aromáticos e o mel guloso da tua "reforma agrária" já acabaram mas na mente ficam os sabores e os cheiros intensos bem como o teu gosto em partilhar o que produzias e colhias.

Deixaste muita coisa plantada em todos nós. Talvez a tua última grande oferenda tenha sido tudo o que nos tornámos no que antecedeu a tua partida : Mais unidos e mais conscientes da nossa sorte efémera da passagem neste mundo belo e acidentado.

Continuas profundamente em mim ...prevaleces  profundamente em nós.

Não corras...caminha com calma na eternidade que conquistaste merecidamente.

Vai me aparecendo como fazes recorrentemente nos meus sonhos...uma mesa castanha em madeira e comida farta com o cozido de grão da tua "irmã" Virginia sempre rodeado de nós a tua gente.

Passou um ano em longos 365 dias mascarados nas gotas da eternidade.

Aguarda serenamente por nós e por mim ( vamos continuar a parlar sobre tudo e sobre nada) com calma e paciência, ainda tenho muita pedra por partir e muita coisa para conquistar.

Até um dia mas ainda não Belchior ainda não...


Do teu "doutor novo" Paulinho







domingo, março 01, 2026

quinta-feira, fevereiro 26, 2026

Punch Monkey and IKEA




Acerca do marketing e vending "acidental" em que um produto é potenciado pelo enquadramento de um momento exponencialmente emocional.

A história do macaco Punch abandonado pela mãe e renegado pelos seus.

O momento que muitos de nós capturaram no coração.

Podemos criticar o IKEA (ou não) mas o Timing por vezes (re)define estratégias e abre caminhos.

Paulo Correia in Blogger em modo save the sweat monkey.



terça-feira, fevereiro 24, 2026

sexta-feira, fevereiro 06, 2026

O Problema do Etarismo





Lendo o texto da Anabela Marcelino 🔷 não pude de me deixar de identificar no imediato.

A reinvenção é um processo constante em qualquer percurso profissional.


Recordo me no meio dos "30s" renascer como assessor de comunicação. A beijar os "40s" apostar na formação...na formação.

Quase nos "50s" voltei a estudar e a (re) valorizar me no absorver de conhecimentos úteis e práticos.

Aos 51 continuo com a mentalidade que a dado passo no caminho terei que me reformatar novamente.

Todo o crescimento é feito também com dor e medo mas no final a resiliência triunfa bastado usarmos o verbo ACREDITAR.

A idade SOMA não diminui.

Artigo de Paulo Correia in LinkedIn

quinta-feira, fevereiro 25, 2021

"A Falta dos Afectos que Mora em Todos Nós"

 Uma das novas realidades que a pandemia que nos açoita a todos me tem revelado no dia a dia tem sido a carência afectiva óbvia e evidente que mora em todos nós sem excepção.

Como assessor de comunicação da Sopro de Carinho Associação e com um contacto diário com dezenas de doadores individuais e empresariais, as conversas arrastam se agora para um campo mais pessoal e de mutualidade compreensiva.

Com mais de vinte anos de trabalho na área global da comunicação, sempre considerei uma das chaves base do sucesso de cada projecto o trabalho de equipa e respeito pelas individualidades dentro do colectivo, bem como o "acesso" ao factor individual de cada cliente, fornecedor e parceiro de negócio.

Há já uma década a trabalhar na área do marketing social na componente infantil e pré adolescente para mim é impossível não existir um envolvimento afectivo forte com todos os que directa ou indirectamente contribuem para o meu (nosso) trabalho.

Já atravessei (atravessámos) fases com nuvens e sombras com o expoente a ser a perda da primeira Criança ligada aos apoios gerados na Associação. Sensação de murro no estômago e de impotência colectiva que nos deu (ainda) mais força para continuar mesmo na dor mitigada de uma perda que considerámos como um dos nossos.

O novo confinar das nossas vidas pessoais e laborais leva-nos inevitavelmente para o (re)pensar o somatório dos nossos medos quotidianos, inseguranças e zonas menos seguras.  A falta de um café entre amigos, um vinho aromatizado em cada rosto conhecido, bem como o odor do nosso escritório de sempre e os cheiros de quem o percorre, são alguns dos bons momentos que nos dão segurança para transpor a insegurança diária.

A falta dos afectos mora mesmo em todos nós...por quanto mais tempo?!


terça-feira, setembro 25, 2018

Paradoxos da Tangência


A vida é feita de tangentes, verdade para mim vivenciada vezes sem conta desde os tempos tenros até ao presente galopante que cavalga o dia a dia sempre apressado que corrói, constrói e (des)contrói.

Uma tangente e seu paradoxo corresponde ao fio da navalha com duas lâminas aguçadas: Uma para o "jardim do bem" outra para o "jardim do mal". Confusos?!...nada de muito complicado para interiorizar e intuir.

Aquele olhar á tangente, no limite do "fora de jogo", olhar que foge para alguém com o qual não nunca mais nos iremos cruzar na vida, olhar que mata, olhar que fere, olhar que ama. A tangente de um passo mal dado ou de uma ultrapassagem (quase) mal calculada (na estrada da vida).

Todos nós vivemos nos limites dos sonhos que perseguimos, daquele metro que passou há um minuto e nunca mais apanharemos com a disformidade de rostos e situações potenciais nas quais não seremos envolvidos pela tangente (perdida) de um minuto que pode representar a mudança de direcção de uma vida inteira.

Tudo se mede afinal  pelos metros que apanhamos, pelos comboios que perdemos, pela ultrapassagem que (não) fazemos numa qualquer auto estrada ora cheia de trânsito, ora vazia e oca somente preenchida pela luz dos sinais e seus códigos de cores.

Ao fim ao cabo um "para-arranca" eterno no qual estamos presos e condenados ao limbo que as nossas escolhas nos ditam.

Tudo é um paradoxo e uma tangência, ora o que fazemos, ora o que não fazemos. Rumos e ultrapassagens a velocidades variáveis. Como a vida: Uma imensa mescla, misturada com a irregularidade que as ondas do mar nos proporcionam.

Mas o que seria da vida sem paradoxos, tangências ou reconstrução de ciclos e abertura de novos trilhos para caminhar?!