segunda-feira, abril 06, 2026
Páscoa(s)
quinta-feira, março 19, 2026
Policarpo o meu (anti) Herói
Eu tenho a sorte afortunada dos deuses de ter um Pai e uma Mãe fabulosos.
Relativamente ao meu Pai rebelde é o meu amigo preferido com os seus defeitos e virtudes com a sua personalidade muito própria.
Nunca me falhou. Sempre presente nas alturas de tempestade, nunca desistiu de me possibilitar atingir os meus sonhos e me tentar proteger dos meus receios e fantasmas.
Protector "perseguia me" no meu início de saídas á noite. Nada discreto lá estava o Policarpo a espreitar para dentro da Bijou para ver se o seu filho andava na linha.
Orgulhoso sempre me expressou e expressa a admiração e amor que tem por mim, pelas minhas vitórias e conquistas pelo meu trajecto pessoal e profissional.
Por tudo isto e por tudo mais um obrigado muito especial meu querido Pai por sempre me segurares a mão.
Com amor
Do teu Paulinho
sábado, março 07, 2026
Longos anos tem 365 dias
Olá Belchior
Já chegaste ao destino?
Se bem te conheço ainda estás a explorar o caminho deslizando em passos firmes entre a curiosidade sempre ávida e as tuas perguntas pertinentes (Deus deve estar com os nervos em franja).
Imagino te numa planície alentejana no coração do céu azul; azinheiras e oliveiras resplandecentes com a ribeira do Vascão em tons de cores límpidas mescladas intercalando com o sol dourado a sorrir para ti.
Imagino te com o teu bigode farto e fora de moda a enrolar as pontas em sinal de pausa e pensamento profundo.
Imagino te sempre a sorrir com os olhos e a rir com a boca (muitos copos de vinho derramados em muitas conversas nossas acabaram assim).
Por aqui a vida segue e corre rapidamente mas na languidez da saudade que deixastes no coração de todos nós.
A Sofia procura te todos os dias nas estrelas com o seu telescópio mágico movido a emoção que vem bem de dentro do seu reservatório de alma moral que ajudaste a encher.
A Patricia como sempre é o fiel depositário da balança do equilíbrio que por aqui se preenche.
A Isabel tem galgado caminho com coragem sempre com a imensa saudade intensa de quem te sente mas não te vê.
Eu o Policarpo e a Virginia vamos bem falando muito de ti como se as tua presença fosse (é) constante.
Os oregãos aromáticos e o mel guloso da tua "reforma agrária" já acabaram mas na mente ficam os sabores e os cheiros intensos bem como o teu gosto em partilhar o que produzias e colhias.
Deixaste muita coisa plantada em todos nós. Talvez a tua última grande oferenda tenha sido tudo o que nos tornámos no que antecedeu a tua partida : Mais unidos e mais conscientes da nossa sorte efémera da passagem neste mundo belo e acidentado.
Continuas profundamente em mim ...prevaleces profundamente em nós.
Não corras...caminha com calma na eternidade que conquistaste merecidamente.
Vai me aparecendo como fazes recorrentemente nos meus sonhos...uma mesa castanha em madeira e comida farta com o cozido de grão da tua "irmã" Virginia sempre rodeado de nós a tua gente.
Passou um ano em longos 365 dias mascarados nas gotas da eternidade.
Aguarda serenamente por nós e por mim ( vamos continuar a parlar sobre tudo e sobre nada) com calma e paciência, ainda tenho muita pedra por partir e muita coisa para conquistar.
Até um dia mas ainda não Belchior ainda não...
Do teu "doutor novo" Paulinho
quinta-feira, fevereiro 26, 2026
Punch Monkey and IKEA
Acerca do marketing e vending "acidental" em que um produto é potenciado pelo enquadramento de um momento exponencialmente emocional.
A história do macaco Punch abandonado pela mãe e renegado pelos seus.
O momento que muitos de nós capturaram no coração.
Podemos criticar o IKEA (ou não) mas o Timing por vezes (re)define estratégias e abre caminhos.
Paulo Correia in Blogger em modo save the sweat monkey.
segunda-feira, janeiro 26, 2026
Policarpo the rock star (versão 78)
Ainda com o cabelo forte e farto a brilhar num misto de branco neve da vida e grisalho do cinzento fátuo dos anos, o meu Pai festeja hoje 78 voltas ao planeta.
Aos 27 foi Pai e aos 58 reformou se dos palcos profissionais.
Antes, durante e depois dessas datas marcantes viveu e vive, sempre com o orgulho nas rugas irreverentes e com a cabeça bem erguida de quem tem ética e moral.
Não é por vezes uma pessoa fácil, tem alturas que o mundo parece ruir e tem um pessimismo quase contagiante.
No entanto... é amigo do seu amigo... é leal recto e honesto.
É orgulhosamente Pai e Marido e nunca abandona a luta na crença de um amanhã melhor.
Meteu se á frente dum carro para eu não ser atropelado, colocou me às cavalitas na minha tenra idade vezes sem fim ou chorou abraçado a mim quando na segunda round de 86 Soares desafiava o impossível.
Durante toda a vida nunca me abandonou mesmo quando o seu espírito quebra mas ai a minha Virginia Correia une sempre os pontos qual rocha feita de algodão doce sereno.
É uma referência para mim sempre ( para sempre).
Parabéns Pai e o caminho faz se caminhando Juntos...porque eu procurarei sempre as tuas Mãos.
❤️
terça-feira, junho 17, 2025
Life (is a game)
quinta-feira, maio 29, 2025
Debaixo do Alpendre...
quinta-feira, março 20, 2025
Olá Pai
segunda-feira, maio 08, 2023
Mothers Day
quinta-feira, janeiro 26, 2023
Porra Pai... 75?!
quinta-feira, setembro 01, 2022
Love
quinta-feira, novembro 18, 2021
"Na Corda Bamba"
quinta-feira, fevereiro 25, 2021
"A Falta dos Afectos que Mora em Todos Nós"
Uma das novas realidades que a pandemia que nos açoita a todos me tem revelado no dia a dia tem sido a carência afectiva óbvia e evidente que mora em todos nós sem excepção.
Como assessor de comunicação da Sopro de Carinho Associação e com um contacto diário com dezenas de doadores individuais e empresariais, as conversas arrastam se agora para um campo mais pessoal e de mutualidade compreensiva.
Com mais de vinte anos de trabalho na área global da comunicação, sempre considerei uma das chaves base do sucesso de cada projecto o trabalho de equipa e respeito pelas individualidades dentro do colectivo, bem como o "acesso" ao factor individual de cada cliente, fornecedor e parceiro de negócio.
Há já uma década a trabalhar na área do marketing social na componente infantil e pré adolescente para mim é impossível não existir um envolvimento afectivo forte com todos os que directa ou indirectamente contribuem para o meu (nosso) trabalho.
Já atravessei (atravessámos) fases com nuvens e sombras com o expoente a ser a perda da primeira Criança ligada aos apoios gerados na Associação. Sensação de murro no estômago e de impotência colectiva que nos deu (ainda) mais força para continuar mesmo na dor mitigada de uma perda que considerámos como um dos nossos.
O novo confinar das nossas vidas pessoais e laborais leva-nos inevitavelmente para o (re)pensar o somatório dos nossos medos quotidianos, inseguranças e zonas menos seguras. A falta de um café entre amigos, um vinho aromatizado em cada rosto conhecido, bem como o odor do nosso escritório de sempre e os cheiros de quem o percorre, são alguns dos bons momentos que nos dão segurança para transpor a insegurança diária.
A falta dos afectos mora mesmo em todos nós...por quanto mais tempo?!
terça-feira, fevereiro 09, 2021
A Dualidade que nos Mantém
Lembro me há alguns anos atrás de uma queima das fitas memorável em que fiquei alguns dias sem falar com os meus pais (eu no Porto, eles no Algarve). O Vareta recebeu uma chamada da minha Mãe, preocupada pelo telemóvel sem bateria permanente, e transmitiu-me a mensagem passados três dias (!!!) do final de mais uma semana de todo o contentamento da puberdade quase adulta onde o deus baco e a alegria da imortalidade efémera imperava.
O tempo do tempo indiscutivelmente muda-nos. Não há dia que não fale com os meus pais meia dúzia de vezes, entre telefonemas e chamadas de video, entre conversas profundas e tiradas de humor, entre emoções sempre fortes e intensas.
A vida muda não os sentimentos (quando são daqueles bons e que nos aquecem o coração) mas transfigura a forma como corporizamos a presença e o amor por aqueles que por vezes não estão tão próximos como desejaríamos a nível geográfico.
Somos todos independentes, viajamos até paragens longínquas, corremos mil (des)aventuras, mas existe sempre aquela dualidade que nos mantém: "Olá bom dia meu filho"...tão bom...sempre...para sempre...mesmo que saibamos que o "para sempre" um dia habitará somente o nosso horizonte de memórias mas que nos empurrará para a frente.




















