quarta-feira, março 11, 2026
By Sonja Lekovic
sábado, março 07, 2026
Longos anos tem 365 dias
Olá Belchior
Já chegaste ao destino?
Se bem te conheço ainda estás a explorar o caminho deslizando em passos firmes entre a curiosidade sempre ávida e as tuas perguntas pertinentes (Deus deve estar com os nervos em franja).
Imagino te numa planície alentejana no coração do céu azul; azinheiras e oliveiras resplandecentes com a ribeira do Vascão em tons de cores límpidas mescladas intercalando com o sol dourado a sorrir para ti.
Imagino te com o teu bigode farto e fora de moda a enrolar as pontas em sinal de pausa e pensamento profundo.
Imagino te sempre a sorrir com os olhos e a rir com a boca (muitos copos de vinho derramados em muitas conversas nossas acabaram assim).
Por aqui a vida segue e corre rapidamente mas na languidez da saudade que deixastes no coração de todos nós.
A Sofia procura te todos os dias nas estrelas com o seu telescópio mágico movido a emoção que vem bem de dentro do seu reservatório de alma moral que ajudaste a encher.
A Patricia como sempre é o fiel depositário da balança do equilíbrio que por aqui se preenche.
A Isabel tem galgado caminho com coragem sempre com a imensa saudade intensa de quem te sente mas não te vê.
Eu o Policarpo e a Virginia vamos bem falando muito de ti como se as tua presença fosse (é) constante.
Os oregãos aromáticos e o mel guloso da tua "reforma agrária" já acabaram mas na mente ficam os sabores e os cheiros intensos bem como o teu gosto em partilhar o que produzias e colhias.
Deixaste muita coisa plantada em todos nós. Talvez a tua última grande oferenda tenha sido tudo o que nos tornámos no que antecedeu a tua partida : Mais unidos e mais conscientes da nossa sorte efémera da passagem neste mundo belo e acidentado.
Continuas profundamente em mim ...prevaleces profundamente em nós.
Não corras...caminha com calma na eternidade que conquistaste merecidamente.
Vai me aparecendo como fazes recorrentemente nos meus sonhos...uma mesa castanha em madeira e comida farta com o cozido de grão da tua "irmã" Virginia sempre rodeado de nós a tua gente.
Passou um ano em longos 365 dias mascarados nas gotas da eternidade.
Aguarda serenamente por nós e por mim ( vamos continuar a parlar sobre tudo e sobre nada) com calma e paciência, ainda tenho muita pedra por partir e muita coisa para conquistar.
Até um dia mas ainda não Belchior ainda não...
Do teu "doutor novo" Paulinho
quinta-feira, março 05, 2026
Florença num final de tarde
domingo, março 01, 2026
Irão na encruzilhada dos tempos
quinta-feira, fevereiro 26, 2026
Punch Monkey and IKEA
Acerca do marketing e vending "acidental" em que um produto é potenciado pelo enquadramento de um momento exponencialmente emocional.
A história do macaco Punch abandonado pela mãe e renegado pelos seus.
O momento que muitos de nós capturaram no coração.
Podemos criticar o IKEA (ou não) mas o Timing por vezes (re)define estratégias e abre caminhos.
Paulo Correia in Blogger em modo save the sweat monkey.
terça-feira, fevereiro 24, 2026
Mosaicos Profissionais: Aliados Winter Club
A vida é feito de recortes e momentos que nos impulsionam nos bons e maus momentos.
Em suma... Work hard & Hard work
Cherry Lips
Another day (in the office)
segunda-feira, fevereiro 23, 2026
Searching the Turtles (in Cabo Verde)
domingo, fevereiro 22, 2026
Over 18... (read the tattoo)
sábado, fevereiro 21, 2026
Desert Mode
Em pleno deserto de Viana no interior da Boavista sentindo me pequena na imensidão do nada (tudo).
Deserto que pacientemente reclamou parte da ilha há cerca de 60 anos.
Como estas gentes...ressilente e paciente...segue o seu caminho...
sexta-feira, fevereiro 06, 2026
O Problema do Etarismo
quinta-feira, março 13, 2025
O Indomável
quinta-feira, fevereiro 25, 2021
"A Falta dos Afectos que Mora em Todos Nós"
Uma das novas realidades que a pandemia que nos açoita a todos me tem revelado no dia a dia tem sido a carência afectiva óbvia e evidente que mora em todos nós sem excepção.
Como assessor de comunicação da Sopro de Carinho Associação e com um contacto diário com dezenas de doadores individuais e empresariais, as conversas arrastam se agora para um campo mais pessoal e de mutualidade compreensiva.
Com mais de vinte anos de trabalho na área global da comunicação, sempre considerei uma das chaves base do sucesso de cada projecto o trabalho de equipa e respeito pelas individualidades dentro do colectivo, bem como o "acesso" ao factor individual de cada cliente, fornecedor e parceiro de negócio.
Há já uma década a trabalhar na área do marketing social na componente infantil e pré adolescente para mim é impossível não existir um envolvimento afectivo forte com todos os que directa ou indirectamente contribuem para o meu (nosso) trabalho.
Já atravessei (atravessámos) fases com nuvens e sombras com o expoente a ser a perda da primeira Criança ligada aos apoios gerados na Associação. Sensação de murro no estômago e de impotência colectiva que nos deu (ainda) mais força para continuar mesmo na dor mitigada de uma perda que considerámos como um dos nossos.
O novo confinar das nossas vidas pessoais e laborais leva-nos inevitavelmente para o (re)pensar o somatório dos nossos medos quotidianos, inseguranças e zonas menos seguras. A falta de um café entre amigos, um vinho aromatizado em cada rosto conhecido, bem como o odor do nosso escritório de sempre e os cheiros de quem o percorre, são alguns dos bons momentos que nos dão segurança para transpor a insegurança diária.
A falta dos afectos mora mesmo em todos nós...por quanto mais tempo?!
sexta-feira, maio 01, 2020
Diário de um Quarentão (em "quarentena") Parte III
quarta-feira, abril 29, 2020
"Feijão & Feijão lda"
domingo, abril 26, 2020
Flower(s) Power
❤️🙏🌹🌹
sábado, abril 25, 2020
Simplesmente...Abril
quinta-feira, abril 23, 2020
Diário de um Quarentão (em "quarentena") Parte II
Chuva com gotas lentas e escorridas que morrem em ondas curtas de sol forte e pleno no tempo (do tempo sem tempo) que custa a passar. O mês de Abril tem trezentos dias e trezentas noites, com o comprimento de um qualquer muro interminável no qual fixamos o olhar e nos sentimos derrotados á priori (o caminho faz-se...escalando...não?!).
Não resisto de adulterar o destino...pego com cuidado no meu lento novo amigo, altero a trajectória e vicio o jogo. Agora o santuário animal da lentidão está num vaso da minha varanda no meio do verde rotundamente verdejante, mesclado na terra húmida e forte, negra como uma noite escura sem estrelas que pintem o céu (no meio do negro irromperá a esperança).
Longos dias tem Abril e este não ano da nossa (re)descoberta; sim...não não irá ficar tudo bem ou igual, nada será como o amanhecer da esperança de janeiro nem como os ciclos das renovações firmadas num qualquer pacto de objectivos anuais.
Cresceremos entre a chuva e o sol, entre as gotas que caem do divino ao qual nos agarramos e o calor arrebatador que nos dá a esperança do escoar destes tempos com tempo a mais.
Trago a última gota de vinho alentejano, apago um cigarro profundo e olho pela última vez pra um qualquer caracol forte e firme que viu o seu trajecto subvertido (com a melhor das intenções). O Beiças vem me tranquilizar docemente entre quatro patas de carinho e afecto sincero no seu olhar profundo. Acho que me quer apenas latir no seu dizer de que não ficará tudo bem mas no inicio no meio e no fim o AMOR (com letras garrafais) sem fronteiras, os beijos e os abraços triunfarão.





















