sexta-feira, abril 24, 2026
Eco Urbano
terça-feira, março 17, 2026
Falta de Noção (e de humanidade)
Basta ver a disposição do "xadrez de voto" na assembleia da república para intuirmos na praxis real de que vivemos um período de percepções que por vezes nos deixam aterrados.
Como socialista moderado e humanista convicto confesso a minha profunda desilusão com a abstenção do meu partido base.
Paulo Correia in LinkedIn (primeira versão) em modo sobressalto cívico.
Original via Público
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sábado, abril 24, 2021
24 (do nosso Abril)
Nasci em 1974, ano numérico da revolução do nosso contentamento de sair das entranhas de um obscurantismo totalitário em que a miséria dos três efes (fado, futebol e Fátima) ditavam as regras com que os pastores regiam manada.
Sou fruto desse amor por Abril, de uma mulher simples mas forte e decidida que trabalhava numa fábrica de cortiça detida por um alemão e onde inconscientemente se fez uma das primeiras greves solidárias em Portugal por uma funcionária grávida à beira da exaustão.
Também a seiva rebelde de um homem inquieto mas leal que preferiu combater numa guerra que não era a sua do que renegar o amor e presença daqueles que lhe aqueciam o coração.
Ironicamente (e sortilégio feliz) os meus pais casaram a 27 de Abril do ano da revolução dos cravos pelo registo civil numa cerimónia simples, num ano onde um maravilhoso mundo novo parecia nascer. Nunca acharam pertinente a bênção da madre igreja independentemente da sua fé enraizada num deus de tolerância e liberdade que também adoptei por meu.
Nasci desta mescla, misto do desastre de um período de dores pós coloniais, extremismos de direita e esquerda mas também do milagre do rumo desarrumado avançando para um mundo livre com acesso à esperança de um amanhecer melhor.
Podemos voltar sempre ao fado fatalista que Abril não se cumpriu, que o sistema político não funciona e que os Sócrates e Salgados desta vida geraram o descontentamento com que se pariram os demagogos do Chega encabeçados pelo vendedor da banha da cobra barata que dá pelo nome de André Ventura.
Prefiro alinhar de ânimo livre que mais vale uma democracia com assimetrias gritantes pela qual vale a pena lutar do que uma ditadura cinzenta com o nacional seguidismo de um rebanho envolto na mansidão letargica de uma noite sem fim.
Nota final:Como homem de esquerda custa me "engolir" o veto com fraco pretexto que os organizadores das cerimónias oficiais vetaram a IL... esperava muito mais do coronel Vasco Lourenço...
quarta-feira, fevereiro 03, 2021
"Até que as Urnas nos Separem" (parte I)
Optei por fazer um compasso de espera para destilar mais a frio algumas linhas soltas (mas ponderadas) acerca das presidenciais made in 2021 (com selo covid) em Portugal.
A par da vitória mais que esperada do "candidato de todos" (tantas foram as colagens ao sucesso de Marcelo...) o fenómeno preocupante centra se na direita extrema e populista que ás costas de Ventura galga meio milhão de votos e ameaça a práxis democrática, dando azo a uma direita oca e de extremos bem perigosos e demagogos.
Por mais que possamos analisar a derrota comunista e bloquista, o segundo lugar de Ana Gomes (saberá aproveitar o seu score no futuro próximo?), e as votações interessantes do candidato da iniciativa liberal e até de Tino de Rans (mais de cem mil votos...); tudo resvala de como foi possível um candidato oco, demagogo e alicerçado em fontes de financiamento no mínimo duvidosas, ter ganhado terreno no campo democrático.
Das duas uma: Ou estamos a assistir a um voto de protesto desesperado em que o medo, raiva e afins triunfaram e desmontaram a total deserção do sistema politico vigente que não responde ás expectativas geradas (esperadas) ou estamos num pais que algum fascismo encoberto durante décadas afiou as facas longas e ganhou coragem para finalmente ter um partido que corporizasse a sua forma redutora e radical de encarar o modus vivendi individual e colectivo.
Gostava como democrata e filho da democracia de Abril que fosse apenas o desespero a resposta para esta radicalização, mas temo que a resposta seja bem mais vasta e preocupante...retomarei o tema brevemente...
segunda-feira, julho 08, 2019
Jangadas de Pedra: Do mediterrâneo á América do Norte.
Urge o (re)encontro de conceitos e políticas que permitam que pessoas como Miguel Duarte ou Carola Rackete não sejam considerados míseros criminosos apenas tão somente por salvarem o seu semelhante.
No complemento da desgraça colectiva, um mea culpa das grandes (e intermédias) potências relativamente a uma política externa com base na premissa do preço do barril de petróleo e da conquista territorial (real, política e virtual no jogo de controles de poderes e sub poderes).
O caminho faz-se caminhando...não cimentando muros físicos e mentais...
quarta-feira, maio 29, 2019
"Europa Universalis" (versão tuga)
terça-feira, maio 28, 2019
Berardo e a Face do (não) Destino
Continuamos a ser o pais do (não) destino, das bifurcações sinuosas que escorregam em negócios de ocasião, em compadrios financeiros sem nexo; em fundações culturais (re)pagas vezes sem conta com a capa da arte pública ao (aparente) alcance de todos.
José Manuel Rodrigues Berardo envergonha os intrépidos Madeirenses que galgaram oceanos para lutar por um futuro melhor nos continentes do mundo globalizado. No geral faz corar de vergonha a imensa legião de portugueses que diariamente lutam honradamente por um futuro melhor para si e para o seu clã.
Mas o cerne da questão é a falta de vergonha não punitiva de quem tem uma fortuna avaliada em seiscentos e oitenta milhões de euros e deve cerca de mil (milhões) á banca...
sexta-feira, março 15, 2019
O Novo Lixo Televisivo
Vivemos a época do digital ao momento, do (i)real social ao minuto, das (re)construções permanentes de valores e éticas constantemente alteradas (adulteradas). Vivemos no período temporal cronometrado ao micro segundo televisivo.
Paradoxalmente vivenciamos um tempo em que ao invés de apregoarmos (lutarmos) por igualdades de géneros, oportunidades e equidade social; tragamos (obrigados ou não) uma escravatura mediática em sons, imagens e movimento que somente nos liberta através da democracia (condicionada nas escolhas) de um qualquer comando de TV onde o agricultor á procura de mulher e o filho (da mãe) na quimera do encontro com alguma alma gémea serão juízes nas escolhas e réus no julgamento por parte da turba pública universal: Todos nós (ou não...).
sexta-feira, março 08, 2019
A Propósito de Neto de Moura (ou um elogio masculino...ao feminino)
Que todos nos orgulhemos de sermos diferentes no masculino e no feminino, mas também firmemente iguais nos direitos, oportunidades e no direito á dignidade no nosso curto e efémero trajecto mundano.
terça-feira, setembro 25, 2018
"Crowded (or) Not"
sábado, setembro 03, 2016
Portugal em Chamas: "Os Comos e Porquês"
Há boa maneira (informativa) cá do burgo, desdobram-se os debates dos "comos e porquês" (perfeitamente identificados pela enésima vez...), bem como o espectáculo grotesco das horas massacrantes (dramáticas) de live stream televisivo ao vasculhar no meio do enredo das chamas, as vidas destroçadas e por vezes perdidas de milhares em Portugal continental e ilhas (já lá vamos...).
Vamos por partes: A má operacionalização (quase inexistente) de "como" se devem preservar os tecidos florestais, o não avanço de legislação dura e punitiva para os incendiários (visto não ser possível nos preceitos cristãos ocidentais fazer uma queimada de pirómanos num caldeirão em lume brando), bem como ditames de lei que não permitem a expropriação de terras que constituam potencial perigo pela sua não limpeza e esquecimento de herdeiros, partilhas e novelas da vida; não permitem o avanço na prevenção prática da mata tuga.
Relativamente à tragédia de fogos que se abateu sobre a Madeira outras nuances se revelam: A construção selvagem e ilegal, os favores a empreiteiros e empresários e a má sustentabilidade (derivada da construção sem ordenamento) dos famosos "socalcos madeirenses", revelam a incúria criminosa que deveria ser fortemente penalizada por lei.
Outras medidas simples mas eficazes - como colocar presos em número massivo a limpar a floresta, transformar a maior parte de trabalho comunitário (fruto de delitos menores) em acções pedagógicas práticas nas quais a floresta e sua preservação fossem foco nuclear - seriam boas medidas e inicio de um novo paradigma ecológico, politico e penal.
Para o ano, infelizmente, estaremos aqui a debater o já debatido (esbatido), sem avanços e tendo como pano de fundo as dores e dramas dos rostos afectados e o mesmo cheiro abafado e irrespirável que as chamas proporcionam...afinal tão somente Portugal na sua faceta mais sombria...









