
quarta-feira, novembro 21, 2007
PRÉMIO " PORQUE NÃO TE CALAS?!"

Cristiano Ronaldo, em conferência de imprensa, tentou redimir-se das declarações que proferiu no final do jogo com a Arménia em Leiria. "O que eu disse foi que a maneira dos portugueses se manifestarem é daquela forma. Em Portugal vê-se de maneira diferente", justificou o português.
In Record edição de 20/11/07
PRÉMIO "QUERO LÁ SABER"

"Portugueses evitam ida a julgamento"
O dois portugueses acusados de profanar a bandeira nacional da Letónia assinaram ontem, em Riga, um acordo com o Estado letão, no qual se declararam culpados, para evitar a realização do julgamento. "Já assinaram o acordo e vão amanhã (hoje) ao tribunal para o juiz se pronunciar sobre o mesmo", disse à agência Gonçalo Pais, um dos portugueses envolvidos no caso, mas que foi ilibado de qualquer acusação e que está em contacto João Silva e Paulo Franco, acusados de profanar a bandeira letã. O acordo foi proposto pelo Estado da Letónia e consiste na declaração de culpados e no pagamento de uma multa equivalente a 20 ordenados mínimos letões (cerca de quatro mil euros).
In JN edição de 21/11/07
PARA REFLECTIR (e agir...)
AS 7 VIDAS DE PALMA

Mais de 3 décadas de excelentes canções marcam a carreira de Jorge Palma, agora de regresso com novo trabalho, já coroado de sucesso no que concerne a vendas. Confesso-vos que admiro o velho Jorge Palma, aquele que conheci na Queima das Fitas de 2000, quando coordenei a parte de comunicação e imagem do evento. O Palma embriagado, a ter dificuldades a subir ao palco, a provocar o seu público de forma sublime no seu mundo inconsciente e privado. Tenho saudades sinceras desse espirito de revolta leviano mas sincero, onde o inesperada acontecia à cadência das excelentes letras destiladas pela voz rouca inconfundível e única de um artista impar. O novo Jorge Palma surge com a qualidade habitual, mas manietado pela idade do juizo e da experiência, mais solto e maduro, mais coloquial e - essencialmente - mais...sóbrio.
Capitulo e rendo-me à sua qualidade presente, mas que tenho saudades do velho Palma...
terça-feira, novembro 20, 2007
REGRESSO À PÁTRIA

Com o natal a se aproximar, já sinto o aroma fresco e revigorante do meu reino republica à beira mar desenhado desde os tempos de Viriato. Risos, conversas e reencontros sempre emotivos, fruto de quem sente e anseia. desde o primeiro dia no Porto que aprendi a ansiar e suspirar, sempre vindo na madrugada de um novo dia a fragância viciante da saudade que alimenta a alma. Afinal temos que ter sempre um eterno ponto de retorno, circular e imutável aos devaneios do tempo dinâmico. Não somos mais do que eternos insatisfeitos sociais, à procura de um dia morrer como as baleias...seguindo o instinto e dando à costa na nossa praia privada para morrer ou recomeçar de novo...
VAMOS LA CAMBADA!!!

Amanhã, quarta-feira, dia de nervosismo agudizante e de 90 minutos com caracter decisório. Frente aos gélidos finlandeses, pede-se essencialmente atitude, raça e crença. Confesso-vos que fiquei desiludido com o último jogo dos nossos artistas da bola. Atitude e raça a menos, falta de humildade e alguma sobranceria à mistura. Bem rapazes...amanhã seremos 10 milhões "atrás" de vocês, não se esqueçam...10 milhões que se levantam de manhã para trabalhar no duro, para ganhar ordenados de miséria, com sacrificio e raça porque nós os comuns mortais temos que alimentar o estomago e não somente o ego. Temos que definir prioridades de sobrevivência na selva urbana um pouco diferentes das vossas. Não...não vos estou a condenar nem sequer a ser irónico com ponta de inveja no gume da espada; mas tão somente a escrever verdade nua e crua. A minha verdade e a de 10 milhões mais...
segunda-feira, novembro 19, 2007
MONSTER vesus CRIATOR

O Paquistão está a ferro e fogo com tons de sangue vermelho-vivo. A crescente escalada de violência, só pode mesmo supreender os analistas mais desatentos ou o mais distraido dos cidadãos comuns deste globo incomum. Os Estados Unidos vem agora o feitiço virar-se contra o feiticeiro; afinal velha história na qual o monstro criado com amor pelo criador, se alimenta, se fortalece, e dotado de uma grande dose de cinismo, incorpora o papel de filho dócil e pacifico aos altos designios do pai criador, até ganhar força corpórea e espiritual própria. O regresso de Benazir Butho, foi o pretexto útil que o ditador-general paquistanês precisava para soltar o inferno na terra, instaurar a lei marcial e procurar se auto perpetuar como qualquer ditador que se preze.
Foto : Associated Press
sábado, novembro 17, 2007
VAMOS LÁ RAPAZES...

Em dia de futebol com caracter decisório, é dado adquirido e comprovado cientificamente, de que o pais pára para ver jogar os seus heróis da bola redonda. Independentemente das minhas críticas em artigos aos atentados de pudor despudorado a algumas realidades do futebol indígena e internacional, não fujo à regra dos loucos sãos que vão deixar tudo e todos, por 90 minutos de sangue, suór e lágrimas nas quais queremos apenas uma vitória magra ou gorda frente à selecção da Arménia. Num contexto de crise agudizante sem fim aparente, a nossa selecção parece ser sempre o veículo de escape à monotonia instalada e ao nacional-derrotismo do dia a dia difícil de luta extenuante. É que, com ou sem criticas duras; temos que reconhecer que no futebol estamos entre os dez mejores del mondo. Que a Judoca Telma Monteiro é das melhores do planeta; que Vanessa Fernandes arrasa no Triatlo e mais alguns exemplos de como afinal nós os tugas somos capazes de operar milagres e (ainda) conseguir lutar contra o destino que condena os fortes a triunfar e os (aparentemente) fracos e sem meios para chegar ao topo, a definhar e a morrer lentamente todos os dias. Vamos lá então abrir a cerveja gelada, roer as unhas e rezar para que a nossa selecção faça o normal : Triunfe!!!
LEOPARDOS AFRICANOS (II)

Mobutu Sese Seko Foi o presidente do Zaire entre 1965 e 1997. Com uma imagem marcada pelo uso de um chapéu de pele de leopardo e uma bengala, fica para a história contemporânea de África como um dos mais poderosos governantes do continente e como um dos autores morais e fisicos da estrutura dictatorial sangrenta e absolutista que foi institucionalizada. Mobutu alistou-se em 1949 no exército, como sargento da Força Pública congolesa. Envolveu-se na luta pela independência, que foi conseguida em 1960, exercendo então o cargo de secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros.
Afastou-se depois da política, mas não da actividade militar, esfera em que foi consolidando a sua influência até que ela se tornou um incontornável poder de facto no país. Decidiu-se por uma iniciativa militar, em 1965, que afastou o presidente e o primeiro-ministro, declarando-se Mobutu seu herdeiro espiritual. Dissolveu a Assembleia Nacional e assumiu a titularidade de todos os poderes (legislativo, executivo e judicial), em regime de partido único, de tal forma que o seu nome se veio a confundir com o próprio Estado.
Perante a comunidade internacional, alegou ser o único garante da unidade de um país multiétnico e, apesar da sua política ditatorial foi apoiado pelos países ocidentais, que não queriam ver instalado um regime comunista em tão importante região de África. Em 1971, Mobutu mudou o nome do país e do importante rio internacional, ambos Congo, para Zaire.
Mobutu governava um dos países mais ricos do continente (entre outras potencialidades económicas, merece destaque a exploração de metais e pedras preciosas), mas o seu povo vivia cada vez mais abaixo do limiar da pobreza. A dívida externa chegava a atingir os 12 mil milhões de dólares. Em simultâneo, a fortuna pessoal de Mobutu, quase toda no estrangeiro, subia para índices estimados hoje em cerca de 7000 milhões de dólares. O presidente concentrava nas suas mãos uma grande parte do Produto Nacional Bruto do país.
Em 1997 o regime de Mobutu chegou ao fim. Após 37 anos no poder, o "Grande Leopardo" (como era por vezes apelidado) viu-se obrigado a abandonar o país, deixando o poder a Laurent Kabila ( um pequeno leopardo...), que durante muitos anos lhe vinha fazendo uma luta de guerrilha. Morreu de cancro no exílio em Marrocos, em Setembro de 1997. Mais um leopardo caçador na profundeza da Afrique Noir...
Afastou-se depois da política, mas não da actividade militar, esfera em que foi consolidando a sua influência até que ela se tornou um incontornável poder de facto no país. Decidiu-se por uma iniciativa militar, em 1965, que afastou o presidente e o primeiro-ministro, declarando-se Mobutu seu herdeiro espiritual. Dissolveu a Assembleia Nacional e assumiu a titularidade de todos os poderes (legislativo, executivo e judicial), em regime de partido único, de tal forma que o seu nome se veio a confundir com o próprio Estado.
Perante a comunidade internacional, alegou ser o único garante da unidade de um país multiétnico e, apesar da sua política ditatorial foi apoiado pelos países ocidentais, que não queriam ver instalado um regime comunista em tão importante região de África. Em 1971, Mobutu mudou o nome do país e do importante rio internacional, ambos Congo, para Zaire.
Mobutu governava um dos países mais ricos do continente (entre outras potencialidades económicas, merece destaque a exploração de metais e pedras preciosas), mas o seu povo vivia cada vez mais abaixo do limiar da pobreza. A dívida externa chegava a atingir os 12 mil milhões de dólares. Em simultâneo, a fortuna pessoal de Mobutu, quase toda no estrangeiro, subia para índices estimados hoje em cerca de 7000 milhões de dólares. O presidente concentrava nas suas mãos uma grande parte do Produto Nacional Bruto do país.
Em 1997 o regime de Mobutu chegou ao fim. Após 37 anos no poder, o "Grande Leopardo" (como era por vezes apelidado) viu-se obrigado a abandonar o país, deixando o poder a Laurent Kabila ( um pequeno leopardo...), que durante muitos anos lhe vinha fazendo uma luta de guerrilha. Morreu de cancro no exílio em Marrocos, em Setembro de 1997. Mais um leopardo caçador na profundeza da Afrique Noir...
LEOPARDOS AFRICANOS (I)

José Eduardo dos Santos,presidente da República de Angola, comandante em chefe das Forças Armadas Angolanas (FAA), presidente do MPLA(Movimento Popular de Libertação de Angola) o partido e que sustenta o governo angolano.
É por muitos considerado, o homem mais rico do país, a sua família controla empresas do sector de construção, petrolífero,telecomunicações, de recolha de lixo na cidade capital, Luanda, do ramo diamantífero, bancário e no sector hoteleiro com a gestão do famoso restaurante Miami Beach em Luanda e acções em alguns hotéis badalados da cidade capital. O Fundo Monetário Internacional estimou que do final dos anos 90 e no início da década seguinte foram desviados anualmente cerca de mil milhões de dólares norte-americanos das receitas petrolíferas do país. Angola é considerada pela Transparência Internacional, organização não governamental contra a corrupção, como o 151.º país mais corrupto numa lista de 158 países. De facto,apesar de alguns avanços, o continente africano não é, infelizmente, mais do que um imenso terreno de caça, dominado por uma dúzia de senhores feudais, quais leopardos velozes que correm vorazmente atrás das presas fáceis, retalhando liberdades e direitos básicos para se auto banquetearem em festins privados. José Eduardo dos Santos não é mais que um desses leopardos...
É por muitos considerado, o homem mais rico do país, a sua família controla empresas do sector de construção, petrolífero,telecomunicações, de recolha de lixo na cidade capital, Luanda, do ramo diamantífero, bancário e no sector hoteleiro com a gestão do famoso restaurante Miami Beach em Luanda e acções em alguns hotéis badalados da cidade capital. O Fundo Monetário Internacional estimou que do final dos anos 90 e no início da década seguinte foram desviados anualmente cerca de mil milhões de dólares norte-americanos das receitas petrolíferas do país. Angola é considerada pela Transparência Internacional, organização não governamental contra a corrupção, como o 151.º país mais corrupto numa lista de 158 países. De facto,apesar de alguns avanços, o continente africano não é, infelizmente, mais do que um imenso terreno de caça, dominado por uma dúzia de senhores feudais, quais leopardos velozes que correm vorazmente atrás das presas fáceis, retalhando liberdades e direitos básicos para se auto banquetearem em festins privados. José Eduardo dos Santos não é mais que um desses leopardos...
quarta-feira, novembro 14, 2007
NOTAS SOLTAS

O conhecido empresário da noite portuense Aurélio Palha faleceu há cerca de 3 meses e ainda não se conhecem resultados palpáveis nem das razões da sua morte, nem do modus operandi utilizado, nem - essencialmente - foram efectuadas detenções de suspeitos relacionados com o crime. Em outro contexto uma jovem estudante do ISCAP (Instituto Superior de Contabilidade do Porto) apareceu morta numa praia e a investigação foi misteriosamente encerrada sem a familia - e o público em geral - soubessem as razões do desenlace ocorrido. A brigada de combate ao pseudo banditismo económico (minha designação) ASAE, continua na sua senda de desmontar perigosos crimes de branqueamento de dinheiro, "fazendo" todas as feiras tradicionais da zona norte, conseguindo apreender material tóxico e mortal como Dvds piratas, ou pólos da Nike contrafeitos. A sociedade portuguesa de autores estrutura familiar Lda. (minha designação novamente) continua na sua caça de direitos autorais para cofres privados. Basicamente, na génese, o que eu quero dizer nestas notas soltas é que o conceito de autoridade está deturpado e descredibilizado. Impõe-se o exemplo punitivo sobre o "zé anónimo" (quase todos nós), torneiam-se casos dificeis e incomodativos qual salamandra esguia e não se investigam as crescentes denúncias e desconfianças de que existem elementos destes conceitos autoritários mencionados, que concedem e recebem favores financeiros e afins para acelarar processos, desbloquear caminhos e contornar barreiras. Onde há fumo...
terça-feira, novembro 13, 2007
IMENSIDÃO DE SENTIMENTOS

No artigo anterior mencionei que "somos o que elegemos". De forma lânguida e sentida agora faço uma pausa ternurenta e concluo entre um cigarro calmo e um café nervoso, que somos também - "aquilo" que amamos. O conceito de amar; da paixão forte e do amor alongado no conceito espaçio-temporal, não é mais que o prolongamento dos nossos medos, fantasias, devaneios e ânsias do sentimento de cahorrinho abandonado que todos nós possuimos. O amor não se explica sente-se a percorrer as veias quentes de sangue gotejante que anseia pela seiva de uma vida nova. O amar implica a perda de um sentimento egoista da forma de viver e encarar a vida fechada outrora em si mesma. Nos últimos meses tive - tenho - a honra de ter alguém a meu lado que não é mais do que o exemplo puro da coragem indomável de viver, amar e seguir em frente, independentemente dos nossos medos interiores que entram em conflito com a nossa carapaça exterior de tartarugas imortais. Para ti hoje Sandra, partilho a minha escrita, sem o sentimento narcisista do jornalista/ escritor ávidos que o maior número possível de leitores devorem as suas linhas. Hoje cherrie estas linhas são só e tão somente um presente para toi por seis meses de luta, alegria, partilha, capacidade de superar barreiras e seguir em frente...o meu francês está enferrujado...mas...
je t aime beaucoup...
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