As palavras são sempre curtas no que toca a reescrever o que a minha Mãe foi é e será para mim.
Num raio cronológico de acção considero a minha Mãe uma formação do Abril de 74 do contentamento de muitos nós.
A Virginia Correia e o Policarpo casaram dois dias depois da revolução dos cravos e eu nasci no desaguar final de 74.
Bebemos os três a revolução dos tempos e a esperança ainda por concretizar de uma sociedade mais justa e equalitaria.
Apanhamos o comboio europeu os adventos tecnológicos impensáveis anos antes e o encurtar de distâncias físicas e emocionais.
Também tivemos que enfrentar tempestades e crises, momentos que pareciam intransponíveis mas superados com o Amor basilar.
A minha Mãe soube sempre crescer e acompanhar os tempos.
Trabalhou com denodo honra e amor á camisola acarinhando centenas de Crianças durante mais de três décadas no seu ramo principal de actividade.
Ensinou me o valor prático do Amor desinteressado e que devemos não espezinhar o próximo.
Em muitos Natais recebemos em nossa casa Crianças que não tinham Natal nem um ponto de carinho para se aconchegarem fruto do empenho e sentimentos incondicionais de minha Mãe.
É uma pessoa livre decidida e que gosta das pessoas pelo prazer de gostar e acarinhar.
Não espera nada em troca nem age com agenda própria de interesses materiais.
É equilibrada justa e esconde em si uma preocupação sempre presente de quem gosta.
É o ponto de equilíbrio constante que recalibra os meus pontos de vertigem e os meus momentos de dúvida.
É provavelmente a estrela que me faz acreditar que tudo ainda é possível e que a vida é sempre uma fábula por rescrever.
Hoje e sempre ( para sempre) OBRIGADO querida Mãe por tudo o que fazes por mim!!!
Beijinhos grandes 😘😘😘 do teu
Paulinho

