quarta-feira, abril 01, 2020

Ensaios de Solidão



|Arrepiante e Comovente...estas imagens atravessam religiões e credos diferentes, uma praça deserta onde um homem no silêncio e solidão carrega a ansiedade e medo de um mundo recolhido e em auto isolamento| Francisco a dar lições de comunicação e de forma brilhante a passar a mensagem chave: Estamos todos no mesmo barco, nunca a igualdade entre homens esteve a nu como neste momento, nunca foi tão prática e real como nestes minutos recentes congelados e reservados para a eternidade| 🙏❤️👏🇻🇦 |

|Creepy and moving ... these images cross different religions and creeds, a deserted square where a man in silence and solitude carries the anxiety and fear of a withdrawn and self-isolated world | Francisco giving lessons in communication and brilliantly passing on the key message: We are all in the same boat, never has equality between men been naked as at this moment, it has never been so practical and real as in these recent frozen and reserved minutes for eternity |

domingo, março 22, 2020

"Covidiot dixit"


|Humor & Realidade (just read it)|Enviado por um grande amigo não resisti em partilhar com todos vós, juntos nesta nau que chegará a bom porto 💪🙏🥇|

terça-feira, março 17, 2020

"Vida Esta Puta Danada" (anti-covid19 tm)

Este é um não texto desalinhado nos conteúdos, dis(con)fuso, terrivelmente emocional; com ameaça permanente de calão de baixa densidade literária mas com calorias de pimenta elevadas ao cubo dos tempos estranhos que vivemos.

Dias de emoções fortes para todos nós, no meio da epidemia pandémica reencontramo-nos uns com os outros por momentos. Em cada casa um castelo, em cada coração fraternidade e preocupação pelo outro; soluço um cigarro e penso com um sentimento puro (vindo de um gajo impuro é obra) nos milhares que defendem os dez milhões (e nos milhões que defendem biliões).

Atormento-me, envio dezenas de mensagens para todos os que me lembro que estão na linha da frente, afinal os sacanas também choram (e eu tenho chorado, e eu tenho me emocionado) e fumam avidamente a vida: Puta danada mas na dança da qual gostamos de nos incomodar, de ir mais além, de superar até as pandemias mais cruéis.

Telefonemas constantes, mensagens de parte a parte (tantas partes); o sentido genuíno de nos importarmos uns com os outros; saudações que se repetem "cuida te", "um abraço", "um beijo", "estamos juntos". 

Afinal o mundo encurtou ou alargou?!

Em cada alma um corpo de emoções, em cada espirito um medo medonho de fugir mas estranhamente algo nos faz ficar, lutar e sonhar no real que não existe Covid desta vida que nos foda e nos domestique.

Mesmo com a burrice desviante dos Trumps e Bolsonaros desta nossa estranha (muitas vezes) universalidade, mesmo com videos e fake news em audio perturbador, mesmo com a falta de atitude de alguns e tentativas de ganhos mesquinhos de outros tantos, nós prevaleceremos...

Sim NÓS prevaleceremos...na insónia dos medos que nos irão colocar em causa nos próximos meses, nas lágrimas de desespero pelos que amamos (acho que agora talvez amemos o mundo por alguns momentos), na penúria dos nossos abismos mentais...SIM...mesmo assim venceremos e sairemos desta crise com o vinculo reforçado a quem nunca nos abandonou nem nunca  nós abandonámos, a quem não conhecíamos e aprendemos a conhecer.

Abraço-vos a todos sem excepção (daqui a algum tempo poderemos todos dar aquele abraço e sermos abraçados, sentir aquele beijo e beijar, fumar aquele cigarro e beber o tal copo de vinho ou saborearmos a água límpida de uma vida renovada).

Fiquem Bem Ninguém Está Sozinho...






segunda-feira, março 09, 2020

Humor Me...




|Humor me...ou como a vida continua e temos que (saudavelmente) encarar com responsabilidade ( sem histerias) mas desdramatizar 😉🙃🙏|

"M" de Mulhere(s)




|Algumas notas soltas numa tarde fria de Domingo, dia de preguiça antecedendo a luta do dia a dia semanal de trabalho: Uma sentida homenagem a todas as Mulheres que marcam a cadência da vida, que dão e libertam vida, a todas as Mulheres que lutam, labutam, criam, choram, e são fortes e determinadas. A todas as que ainda são escravizadas, abusadas, maltratadas psicologicamente e fisicamente. A todas as que ainda morrem às mãos de brutos fisicamente ou...morrem um pouco todos os dias. Lamentável ainda ter que existir um dia da Mulher para marcar direitos que já deveriam ser absolutos em pleno século XXI. Na foto um mosaico de sentimentos ...minha Mãe e minha avó materna...duas gerações, lutas diferentes e adversidades díspares mas o mesmo sentimento de determinação de, á sua maneira, ir mais além|

Uma nota ( também ilustrada nas fotos) das Mulheres curdas que preferem morrer como seres humanos livres a combater o mal do que serem escravizadas para a eternidade e castradas no seu direito absoluto de liberdade.

Para mim Homem, ser Mulher significa a fortaleza e capacidade de superação constante, a bússola constante que ilumina os caminhos mais sombrios, e também o direito á diferença...a eterna diferença saudável do Homem e da Mulher mas igual nos direitos, nas oportunidades, no mundo e na universalidade que nos constitui a todos seres humanos.

Portanto a todas vós não um feliz dia mas um feliz ano, uma feliz vida e plena!!!

Beijos com admiração de um Homem às Mulheres que o marcaram ( e marcam).
Paulo Correia

segunda-feira, julho 08, 2019

Jangadas de Pedra: Do mediterrâneo á América do Norte.

Assobiamos para o lado, revoltamo-nos momentaneamente com fotos choque mas entre mortos mediáticos e afogamentos em massa, seguimos a nossa vida diária, sofrendo momentaneamente, aliviando a nossa consciência de cidadãos do mundo com posts nas redes sociais e mensagens de indignação.

Do mediterrâneo á América do Norte circulam jangadas de pedra com pessoas de carne e osso; rostos uniformes no sofrimento e na ânsia de uma vida melhor longe das paredes esburacadas com o sangue de guerras alimentadas mundialmente á escala politicamente correcta de conflitos denominados como"regionais".

A massa política (a radical) alimenta o discurso de que não podemos receber estes migrantes sem pátria aparente, do perigo de terroristas camuflados na turba sofredora, de "encostados sociais" que somente desejam viver á custa do erário público europeu e americano.

Nada de mais (no global) errado. Entre milhares de deslocados existem obviamente um número de indivíduos potencialmente perigosos e danosos para a potencial sociedade de inserção. No entanto a amálgama formativa da multidão revê se no desespero do salto do escuro perseguindo um foco de luz de esperança para um futuro melhor.

Não existe senso (estado)  racional  que constitua como arguidos pessoas que se preocupam com pessoas, pessoas que salvam pessoas de morrerem sozinhas no escuro de um mar gelado ou abraçados aos filhos num leito de rio fronteiriço. Não existe lógica do nominal social de que por não termos (nós mundo) condições económicas e sociais para recebermos uma multidão de desamparados e fugitivos do horror os deixemos a afogar e a assobiar alegremente para o lado.

Concordo em absoluto que as políticas de entrada de cidadãos tem de ser legisladas, (re)formatadas e feitas em concordância com um equilíbrio que permita a a todos terem acesso á dignidade, ao alimento, educação e segurança. Concordo de que não é possível na Europa e nos States (infelizmente tão Trumpianos nos dias que correm), recebermos sem lei nem roque "tudo e todos". Reforço que os potenciais terroristas e elementos nocivos para as sociedades de inserção devem ser identificados e sujeitos a controle absoluto e apertado.

No entanto condenar heróis que salvam, reprimir de forma selvagem, construir muros intransponíveis não resolve o problema, somente o radicaliza e o agrava.

Urge o (re)encontro de conceitos e políticas que permitam que pessoas como Miguel Duarte ou Carola Rackete não sejam considerados míseros criminosos apenas tão somente por salvarem o seu semelhante.

No complemento da desgraça colectiva, um mea culpa das grandes (e intermédias) potências relativamente a uma política externa com base na premissa do preço do barril de petróleo e da conquista territorial (real, política e virtual no jogo de controles de poderes e sub poderes).

O caminho faz-se caminhando...não cimentando muros físicos e mentais...